Versuri
O amplificador acende como se fosse um sinal de guerra
O primeiro acorde corta o ar e eu esqueço quem eu era
O chão vibra, a luz treme, o peito acompanha
Cada batida da bateria empurra a mente pra frente
O mundo lá fora continua girando errado
Mas aqui dentro tudo faz sentido no caos
O suor escorre lento, misturado com esforço
E cada nota sustenta um pedaço do meu corpo
Não existe começo nem fim quando o som domina
Só uma estrada aberta que nunca termina
Eu lembro das noites longas falando comigo mesmo
Promessas jogadas no vento, sonhos presos no medo
Mas agora o volume sobe e tudo fica distante
As vozes que duvidaram viram ruído constante
Não quero medalha, não quero perdão
Quero sentir o peso real dessa vibração
A guitarra chora, grita, sangra sem dó
Diz tudo que eu nunca consegui falar só
O tempo desacelera no meio do barulho
E cada erro antigo perde o orgulho
Eu caí mais vezes do que consigo contar
Mas sempre foi o som que me fez levantar
O mundo pede calma, pede forma, pede padrão
Mas eu só sei existir fora da direção
Minha voz sai falha, quebrada, crua
Não é bonita, é verdadeira e nua
Cada pausa longa deixa o eco respirar
Enquanto a distorção continua a me empurrar
Não tem roteiro, não tem final escrito
Só esse momento que parece infinito
O passado tenta puxar meu pé pra trás
Mas o riff pesado me ancora no agora
A bateria insiste como um coração cansado
Que mesmo ferido se recusa a parar
Eu não canto vitória, eu canto resistência
Continuar vivo já é consequência
As luzes piscam como se o tempo falhasse
E por alguns segundos tudo se encaixa
Não sou maior que meus erros
Mas também não sou menor que meus sonhos
E entre um acorde longo e outro
Eu aprendo a conviver com meus monstros
O som fica mais lento, mais grave, mais denso
Dá espaço pro silêncio respirar por dentro
Depois explode de novo sem aviso
Como a vida fazendo o que quer comigo
Não existe controle quando o som me carrega
Eu só sigo em frente enquanto a energia pega
Cada nota esticada pede pra ficar
Como se o fim não quisesse chegar
Se esse momento durar só mais um pouco
Já valeu tudo que eu já sofri
Porque no meio do barulho eu me encontro
Inteiro, imperfeito, aqui
O último acorde se sustenta no ar
E mesmo quando ele some, eu continuo a vibrar
Enquanto existir som, eu vou resistir
Enquanto o som respira, eu ainda tô aqui
O primeiro acorde corta o ar e eu esqueço quem eu era
O chão vibra, a luz treme, o peito acompanha
Cada batida da bateria empurra a mente pra frente
O mundo lá fora continua girando errado
Mas aqui dentro tudo faz sentido no caos
O suor escorre lento, misturado com esforço
E cada nota sustenta um pedaço do meu corpo
Não existe começo nem fim quando o som domina
Só uma estrada aberta que nunca termina
Eu lembro das noites longas falando comigo mesmo
Promessas jogadas no vento, sonhos presos no medo
Mas agora o volume sobe e tudo fica distante
As vozes que duvidaram viram ruído constante
Não quero medalha, não quero perdão
Quero sentir o peso real dessa vibração
A guitarra chora, grita, sangra sem dó
Diz tudo que eu nunca consegui falar só
O tempo desacelera no meio do barulho
E cada erro antigo perde o orgulho
Eu caí mais vezes do que consigo contar
Mas sempre foi o som que me fez levantar
O mundo pede calma, pede forma, pede padrão
Mas eu só sei existir fora da direção
Minha voz sai falha, quebrada, crua
Não é bonita, é verdadeira e nua
Cada pausa longa deixa o eco respirar
Enquanto a distorção continua a me empurrar
Não tem roteiro, não tem final escrito
Só esse momento que parece infinito
O passado tenta puxar meu pé pra trás
Mas o riff pesado me ancora no agora
A bateria insiste como um coração cansado
Que mesmo ferido se recusa a parar
Eu não canto vitória, eu canto resistência
Continuar vivo já é consequência
As luzes piscam como se o tempo falhasse
E por alguns segundos tudo se encaixa
Não sou maior que meus erros
Mas também não sou menor que meus sonhos
E entre um acorde longo e outro
Eu aprendo a conviver com meus monstros
O som fica mais lento, mais grave, mais denso
Dá espaço pro silêncio respirar por dentro
Depois explode de novo sem aviso
Como a vida fazendo o que quer comigo
Não existe controle quando o som me carrega
Eu só sigo em frente enquanto a energia pega
Cada nota esticada pede pra ficar
Como se o fim não quisesse chegar
Se esse momento durar só mais um pouco
Já valeu tudo que eu já sofri
Porque no meio do barulho eu me encontro
Inteiro, imperfeito, aqui
O último acorde se sustenta no ar
E mesmo quando ele some, eu continuo a vibrar
Enquanto existir som, eu vou resistir
Enquanto o som respira, eu ainda tô aqui