Paroles
Agosto pesado, data cravada na mente,
Cinco de agosto, FV pegou de repente.
Quinze do oito, oito e dezoito da manhã,
Relógio parou, mas a culpa não sai de amanhã.
Dias antes nós brigando, palavra virando faca,
Eu retrucava, ele falava, orgulho que ataca.
Quem diria que o silêncio ia ser definitivo,
Última discussão virou peso vitalício.
Naquele dia eu tava no quarto, nem tinha levantado,
Videogame ligado, primo do meu lado.
De repente o mundo cai no chão da sala,
Meu vô em parada, olho aberto, cena que não fala.
Meu corpo não corre, minha perna não reage,
Sou deficiente físico num momento sem margem.
Só consegui ligar, chamar ambulância,
Enquanto a morte não respeita distância.
Minha vó correu no posto pedindo socorro,
Meu primo tentando trazer vida de novo.
Eu preso no quarto, preso em mim,
Ajudando como deu… mas nunca pareceu fim.
Só saí quando já iam levar pro hospital,
Não vi ele acordado naquele dia final.
Depois só UTI, tubo, silêncio e dor,
E a última imagem… foi num caixão, vô.
Me culpei por não levantar,
Me culpei por não salvar.
Me culpei por ser quem sou,
Como se a culpa fosse do meu corpo que falhou.
Vô, me perdoa se eu não consegui fazer mais,
Se minhas limitações falaram mais alto que minha paz. Eu te amo, mesmo quando a gente brigou,
Mas o amor ficou… o tempo levou.
Tem noite que eu choro escondido,
Converso contigo no vazio.
Se eu pudesse voltar naquele dia,
Eu trocava tudo só pra te ver sorrir mais uma vez.
Demorei pra entender que ligar também é agir,
Que amar não some só porque não deu pra impedir.
Mas a mente cobra caro, principalmente à noite,
Quando o silêncio grita e o peito explode.
Carrego a imagem, carrego a voz,
Carrego o “e se” que não responde pra nós.
Brigar não anula tudo que a gente viveu,
Mas dói saber que o último abraço não aconteceu.
Eu sei que você sabia que eu te amava,
Mesmo quando a raiva falava mais alto que a palavra.
Hoje eu vivo tentando honrar teu nome,
Mesmo com saudade rasgando meu sobrenome.
Vô, me perdoa se eu não consegui fazer mais,
Se minhas limitações falaram mais alto que minha paz. Eu te amo, mesmo quando a gente brigou,
Mas o amor ficou… o tempo levou.
Tem noite que eu choro escondido,
Converso contigo no vazio.
Se eu pudesse voltar naquele dia,
Eu trocava tudo só pra te ver sorrir mais uma vez.
08:18 não é só hora no relógio,
É cicatriz aberta no meu psicológico.
Saudade não passa, a gente aprende a andar,
Com um pedaço faltando que nunca vai voltar.
Descansa, vô.
Aqui eu sigo… por nós dois.
Cinco de agosto, FV pegou de repente.
Quinze do oito, oito e dezoito da manhã,
Relógio parou, mas a culpa não sai de amanhã.
Dias antes nós brigando, palavra virando faca,
Eu retrucava, ele falava, orgulho que ataca.
Quem diria que o silêncio ia ser definitivo,
Última discussão virou peso vitalício.
Naquele dia eu tava no quarto, nem tinha levantado,
Videogame ligado, primo do meu lado.
De repente o mundo cai no chão da sala,
Meu vô em parada, olho aberto, cena que não fala.
Meu corpo não corre, minha perna não reage,
Sou deficiente físico num momento sem margem.
Só consegui ligar, chamar ambulância,
Enquanto a morte não respeita distância.
Minha vó correu no posto pedindo socorro,
Meu primo tentando trazer vida de novo.
Eu preso no quarto, preso em mim,
Ajudando como deu… mas nunca pareceu fim.
Só saí quando já iam levar pro hospital,
Não vi ele acordado naquele dia final.
Depois só UTI, tubo, silêncio e dor,
E a última imagem… foi num caixão, vô.
Me culpei por não levantar,
Me culpei por não salvar.
Me culpei por ser quem sou,
Como se a culpa fosse do meu corpo que falhou.
Vô, me perdoa se eu não consegui fazer mais,
Se minhas limitações falaram mais alto que minha paz. Eu te amo, mesmo quando a gente brigou,
Mas o amor ficou… o tempo levou.
Tem noite que eu choro escondido,
Converso contigo no vazio.
Se eu pudesse voltar naquele dia,
Eu trocava tudo só pra te ver sorrir mais uma vez.
Demorei pra entender que ligar também é agir,
Que amar não some só porque não deu pra impedir.
Mas a mente cobra caro, principalmente à noite,
Quando o silêncio grita e o peito explode.
Carrego a imagem, carrego a voz,
Carrego o “e se” que não responde pra nós.
Brigar não anula tudo que a gente viveu,
Mas dói saber que o último abraço não aconteceu.
Eu sei que você sabia que eu te amava,
Mesmo quando a raiva falava mais alto que a palavra.
Hoje eu vivo tentando honrar teu nome,
Mesmo com saudade rasgando meu sobrenome.
Vô, me perdoa se eu não consegui fazer mais,
Se minhas limitações falaram mais alto que minha paz. Eu te amo, mesmo quando a gente brigou,
Mas o amor ficou… o tempo levou.
Tem noite que eu choro escondido,
Converso contigo no vazio.
Se eu pudesse voltar naquele dia,
Eu trocava tudo só pra te ver sorrir mais uma vez.
08:18 não é só hora no relógio,
É cicatriz aberta no meu psicológico.
Saudade não passa, a gente aprende a andar,
Com um pedaço faltando que nunca vai voltar.
Descansa, vô.
Aqui eu sigo… por nós dois.